Cansaço pode ser sinal de estresse, anemia, apneia do sono e ansiedade

  • by admin - seg, 01/27/2014 - 05:21
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Quando você acorda, continua cansado? Independente da quantidade de horas que você dormiu, sente que o sono não foi reparador?
É preciso tomar cuidado – o cansaço nem sempre é só sinal de falta de sono e pode ser um sintoma de problemas como ansiedade, estresse, anemia, apneia do sono e até insuficiência cardíaca, como mostraram a neurologista Dalva Poyares e a pneumologista e especialista em sono Luciana Palombini no Bem Estar desta segunda-feira (19).
No entanto, de maneira geral, a maioria das pessoas se sente cansada por não dormir bem e, segundo as médicas, a falta de sono chega a ser uma epidemia mundial – nos últimos 20 anos, em todo o mundo, a população reduziu 1h30 de sono por dia.
Em São Paulo, um estudo feito pelo Instituto do Sono ouviu 1.000 pessoas e apontou que a média de sono do paulistano é de 6,5 horas (confira no vídeo ao lado).  No entanto, de maneira geral, o ideal é dormir de 7 a 8 horas por noite já que um sono de menos de 6 horas já chega a oferecer riscos para a saúde.
Porém, mais importante que a quantidade de horas dormidas, é necessário que a pessoa tenha ainda entre 4 a 6 ciclos de sono para que o corpo se recupere fisicamente e mentalmente. No caso da pessoa ansiosa, por exemplo, ela consegue atingir todos esses ciclos, porém o tempo de permanência nas últimas fases, que são as mais reparadoras, é menor.
Por isso, em alguns casos, fazer um descanso rápido durante o dia pode fazer bem, como mostrou a reportagem do Phelipe Siani (veja no vídeo ao lado). Esse descanso pode ser uma simples pausa no trabalho para tomar um café ou cochilar, pelo menos, 10 minutos ao longo do dia.
Segundo a neurologista Dalva Poyares, para algumas pessoas, pode ser benéfico ainda dormir durante a tarde, entre um compromisso e outro, como acontece geralmente com quem trabalha de manhã e estuda à noite. No entanto, há quem diga que se sente mais preguiçoso e mais sonolento se dormir durante o dia e, de acordo com a neurologista, isso realmente acontece em alguns casos.
Portanto, seja qual for a situação, o ideal mesmo é tentar dormir bem durante a noite para evitar que o corpo sofra consequências, como por exemplo, a perda de memória. Segundo a neurologista Dalva Poyares, o cérebro não foi programado para fazer várias atividades ao mesmo tempo e, se isso acontece, o corpo fica "estressado" e cansado.
Ou seja, o excesso de atividade mental pode gerar cansaço e também esquecimento. Para comprovar isso, um estudo analisou um grupo de pessoas que dormiam entre 5 e 6 horas e pediu para quelas dormissem entre 7 a 8 horas - o resultado mostrou que todos apresentaram grandes melhoras na concentração e na memória.
As médicas alertaram, por último, que a falta de sono pode gerar consequências ainda mais graves já que pode provocar um desequilíbrio no corpo. Estudos mostram, por exemplo, que dormir menos de 6 horas aumenta as chances da pessoas desenvolver doenças cardiovasculares, como hipertensão, AVC, infarto e arritmia e também metabólicas, como diabetes e obesidade.
Por isso, a preocupação com o sono não deve ser apenas pelo cansaço no dia seguinte, mas também pela saúde e prevenção de complicações mais graves no futuro.
Quando você acorda, continua cansado? Independente da quantidade de horas que você dormiu, sente que o sono não foi reparador?

É preciso tomar cuidado – o cansaço nem sempre é só sinal de falta de sono e pode ser um sintoma de problemas como ansiedade, estresse, anemia, apneia do sono e até insuficiência cardíaca.

No entanto, de maneira geral, a maioria das pessoas se sente cansada por não dormir bem e, segundo as médicas, a falta de sono chega a ser uma epidemia mundial – nos últimos 20 anos, em todo o mundo, a população reduziu 1h30 de sono por dia.

Em São Paulo, um estudo feito pelo Instituto do Sono ouviu 1.000 pessoas e apontou que a média de sono do paulistano é de 6,5 horas (confira no vídeo ao lado).  No entanto, de maneira geral, o ideal é dormir de 7 a 8 horas por noite já que um sono de menos de 6 horas já chega a oferecer riscos para a saúde.

Porém, mais importante que a quantidade de horas dormidas, é necessário que a pessoa tenha ainda entre 4 a 6 ciclos de sono para que o corpo se recupere fisicamente e mentalmente. No caso da pessoa ansiosa, por exemplo, ela consegue atingir todos esses ciclos, porém o tempo de permanência nas últimas fases, que são as mais reparadoras, é menor.

Por isso, em alguns casos, fazer um descanso rápido durante o dia pode fazer bem. Esse descanso pode ser uma simples pausa no trabalho para tomar um café ou cochilar, pelo menos, 10 minutos ao longo do dia.

Para algumas pessoas, pode ser benéfico ainda dormir durante a tarde, entre um compromisso e outro, como acontece geralmente com quem trabalha de manhã e estuda à noite. No entanto, há quem diga que se sente mais preguiçoso e mais sonolento se dormir durante o dia .

Portanto, seja qual for a situação, o ideal mesmo é tentar dormir bem durante a noite para evitar que o corpo sofra consequências, como por exemplo, a perda de memória.

Ou seja, o excesso de atividade mental pode gerar cansaço e também esquecimento. Para comprovar isso, um estudo analisou um grupo de pessoas que dormiam entre 5 e 6 horas e pediu para quelas dormissem entre 7 a 8 horas - o resultado mostrou que todos apresentaram grandes melhoras na concentração e na memória.

As médicas alertaram, por último, que a falta de sono pode gerar consequências ainda mais graves já que pode provocar um desequilíbrio no corpo. Estudos mostram, por exemplo, que dormir menos de 6 horas aumenta as chances da pessoas desenvolver doenças cardiovasculares, como hipertensão, AVC, infarto e arritmia e também metabólicas, como diabetes e obesidade.

Por isso, a preocupação com o sono não deve ser apenas pelo cansaço no dia seguinte, mas também pela saúde e prevenção de complicações mais graves no futuro.

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