TREINO DE SONO: VALE TUDO PARA O BEBÉ DORMIR MAIS HORAS?

  • by admin - seg, 11/10/2014 - 02:41
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Há muitas razões para os despertares nocturnos dos bebés. Necessidade de alimentação, necessidade de securização, padrões fisiológicos protectores e auto-reguladores, entre outros. O sono dos bebés é mais fraccionado e também composto de muito mais períodos de sono ligeiro (ou sono REM) do que o dos adultos. Há motivos biológicos para que assim seja.
Na verdade, os despertares não deveriam ser à partida vistos como negativos. Muitos deles poderão ter uma função protectora do próprio bebé.
A maior parte destes métodos promovem junto dos pais a meta de conseguirem que o bebé durma 12 horas seguidas, mas esse objectivo, para além de irreal para a maior parte dos bebés, pode nem sequer ser desejável. Na amamentação, por exemplo, sabe-se que as mamadas nocturnas são em muitos bebés essenciais para o aumento de peso e para a manutenção da produção de leite na mãe.
É engraçado porque o que significa “dormir a noite inteira” para um bebé, não é consensual nem entre os cientistas que estudam estas matérias. Em 2010, para tentar definir o que é uma “noite inteira”, um estudo (Henderson et al. 2010) utilizou 3 critérios distintos (dormir da meia noite às 5 da manhã; dormir oito horas seguidas; dormir das 22h00 às 6 da manhã).
O que concluiu? Entre outros aspectos, que aos cinco meses de idade metade dos bebés ainda não atingiam o critério 3 e que aos 12 meses de idade quase um terço dos bebés ainda não o fazia. Muita da evidência existente considera um período de 5-6 horas de sono ininterrupto ou um período de cerca de oito horas, com alguns despertares, como sendo o mais frequente em crianças maiores de 6 meses e menores de um ano. Há estudos para todos os gostos como se sabe. Mas a ideia de que é expectável todos os bebés dormirem 12 horas seguidas a partir dos 6 meses não se encontra em lado nenhum. Se o seu filho é um dos raríssimos casos que o faz de forma espontânea e fisiológica, considere-se afortunado. Mas para todos os outros pais, a maioria, cujos bebés não dormem 12 horas seguidas à noite, saibam que a miragem com que lhes estão a acenar não é, na nossa perspectiva, mais que um referencial ilusório e artificial que os vai fazer acreditar que têm um problema em mãos, quando provavelmente não têm.
Há muitas razões para os despertares nocturnos dos bebés. Necessidade de alimentação, necessidade de securização, padrões fisiológicos protectores e auto-reguladores, entre outros. O sono dos bebés é mais fraccionado e também composto de muito mais períodos de sono ligeiro (ou sono REM) do que o dos adultos. Há motivos biológicos para que assim seja.

Na verdade, os despertares não deveriam ser à partida vistos como negativos. Muitos deles poderão ter uma função protectora do próprio bebé.

A maior parte destes métodos promovem junto dos pais a meta de conseguirem que o bebé durma 12 horas seguidas, mas esse objectivo, para além de irreal para a maior parte dos bebés, pode nem sequer ser desejável. Na amamentação, por exemplo, sabe-se que as mamadas nocturnas são em muitos bebés essenciais para o aumento de peso e para a manutenção da produção de leite na mãe.

É engraçado porque o que significa “dormir a noite inteira” para um bebé, não é consensual nem entre os cientistas que estudam estas matérias. Em 2010, para tentar definir o que é uma “noite inteira”, um estudo (Henderson et al. 2010) utilizou 3 critérios distintos (dormir da meia noite às 5 da manhã; dormir oito horas seguidas; dormir das 22h00 às 6 da manhã).

O que concluiu? Entre outros aspectos, que aos cinco meses de idade metade dos bebés ainda não atingiam o critério 3 e que aos 12 meses de idade quase um terço dos bebés ainda não o fazia. Muita da evidência existente considera um período de 5-6 horas de sono ininterrupto ou um período de cerca de oito horas, com alguns despertares, como sendo o mais frequente em crianças maiores de 6 meses e menores de um ano. Há estudos para todos os gostos como se sabe. Mas a ideia de que é expectável todos os bebés dormirem 12 horas seguidas a partir dos 6 meses não se encontra em lado nenhum. Se o seu filho é um dos raríssimos casos que o faz de forma espontânea e fisiológica, considere-se afortunado. Mas para todos os outros pais, a maioria, cujos bebés não dormem 12 horas seguidas à noite, saibam que a miragem com que lhes estão a acenar não é, na nossa perspectiva, mais que um referencial ilusório e artificial que os vai fazer acreditar que têm um problema em mãos, quando provavelmente não têm.

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